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O objetivo desta plataforma é apoiar as/os verdadeiras/os revolucionárias/os do Sahel na sua luta para reconquistar os seus países das mãos das forças reacionárias que lhos roubaram e que agora os estão a destruir. Trata-se dos imperialistas ocidentais, dos militares golpistas, dos terroristas jihadistas e dos novos aliados e patrocinadores estrangeiros das juntas militares e dos jihadistas.
1. Embora estejam hoje em declínio geopolítico na região, os imperialistas ocidentais continuam a asfixiar o Sahel através das suas políticas africanas racistas, neocolonialistas, capitalistas, extrativistas e ecocidas, que destroem o continente e a diáspora negra.
2. Para preservar os seus interesses de classe parasitária, os militares golpistas abandonaram a frente de luta contra os jihadistas para darem golpes de Estado contra os seus cúmplices e antigos empregadores civis. Para se conferirem uma falsa legitimidade política, estes rambos tropicais oportunistas e impostores apropriaram-se das lutas populares e roubaram as revoluções dos nossos camaradas do Sahel.
nossos camaradas do Sahel. Mas, devido ao seu medo, à sua covardia e à sua incompetência, falharam tão lamentavelmente na luta contra o terrorismo que os seus países correm o risco, a qualquer momento, de cair nas mãos dos jihadistas.
3. Os terroristas jihadistas são reacionários cultural e religiosamente alienados que tomam as populações como reféns para lhes impor, através de extrema violência e brutalidade, uma ordem anti-africana e obscurantista.
4. Por fim, há esses novos senhores estrangeiros que apoiam e patrocinam as juntas militares e os jihadistas. Com efeito, tal como os imperialistas ocidentais no passado, os aliados geopolíticos das juntas militares e dos terroristas jihadistas do Sahel agem também na mesma linha de predação, pilhagem, violação, massacres, racismo, escravatura e destruição das riquezas, da cultura e dos corpos africanos.
4. Por fim, há esses novos senhores estrangeiros que apoiam e patrocinam as juntas militares e os jihadistas. Com efeito, tal como os imperialistas ocidentais no passado, os aliados geopolíticos das juntas militares e dos terroristas jihadistas do Sahel agem também na mesma linha de predação, pilhagem, violação, massacres, racismo, escravatura e destruição das riquezas, da cultura e dos corpos africanos.
Nesse aspeto, distinguimo-nos e opomo-nos aos panafricanistas da CNN, aos internacionalistasAl Jazeera, aos cosmopolitas-BBC, aos universalistas-TV5 e aos antiglobalistas-Russian TV, que só se interessaram pelo Sahel por oportunismo e por ser uma moda passageira, ou seja, quando as lutas na região foram mediatizadas e tornadas ‘sexy’ pela guerra informacional e comunicacional e pela batalha de propagandas travada pelos ocidentais e pelos seus concorrentes geopolíticos em África às custas do povo africano.
Temos muito respeito e admiração pela coragem, pela integridade moral e pela coerência ideológica daqueles e daquelas, entre os nossos antiga/os e nova/os Camaradas do Sahel, a) que se mantiveram anti-imperialistas sincera/os, b) que se recusaram a bajular os militares golpistas, c) que se opõem à sua impostura e ao seu regime de terror, d) que combatem os jihadistas e outros fundamentalistas e obscurantistas religiosos de todos os quadrantes, e) que continuam a combater radicalmente o tribalismo de Estado e os lobbies e grupúsculos etno-fascistas e f) que não cessam de trabalhar pela unificação do Sahel, da África Ocidental e de toda a África.
Aplaudimos também g) a sua determinação em lutar contra o retrocesso ou a anulação das conquistas das suas lutas pelo pluralismo político, pelos direitos humanos, pela igualdade e equidade entre homens e mulheres, pelos direitos dos jovens e das crianças, pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras e pelas liberdades sindicais, pela liberdade de expressão, de reunião e de associação e pelos demais direitos sociais.
No entanto, no contexto atual de falência ética do pan-africanismo — marcado pelo cinismo dos pan-obamanistas, pelo oportunismo dos (neo)pan-africanos e pela fraude moral dos panafrimalandros e panafri-vigaristas — é indispensável uma nova filosofia da Solidariedade Revolucionária Africana. Esta deve estar enraizada na herança revolucionária das nossas Ancestrais e dos nossos Ancestrais S/Heroica/os do Continente e da Diáspora, pois só esta nos pode permitir reconquistar efetivamente, libertar completamente e reconstruir positivamente o Sahel e o resto de África.
Aliás, a maioria dos antiga/os Camaradas progressistas e revolucionária/os da África Ocidental reconhece hoje que, se nos tivessem dado ouvidos desde os anos 90 e se tivessem feito o que lhes aconselhámos sempre, o Sahel não estaria na situação trágica em que se encontra atualmente.
É, portanto, urgente que as revolucionárias e os revolucionários africana/os redescubram, reabilitem, se reapropriem e apliquem esta ética revolucionária ancestral. Nesse sentido, «Reconquistar o Sahel» é um espaço de intercâmbio, discussão, interação, educação, reeducação e capacitação (empoderamento) assente nos valores revolucionários ancestrais aplicados ao caso concreto do Sahel em crise. És bem-vinda/o
5. se estiveres disposta/o a libertar-te das ideologias e dos modos de pensamento e de ação alienantes e estrangeiros
6. e se estiveres determinada/o a superar as contradições, as lacunas, erros e fracassos do panafricanismo e de outras ideologias e ilusões que tornaram as/os progressistas e revolucionária/os do Sahel e da África Ocidental incapazes de impedir que militares oportunistas e golpistas messiânicos, jihadistas obscurantistas e predadores estrangeiros racistas nos roubassem o Sahel e mergulhassem a África nesta situação trágica.
Portanto, se queres mesmo conseguir libertar e reconquistar o Sahel, junta-te a nós se fores Ancestralista, Maática/o, Cimarrão/a, Anti-imperialista, Anticapitalista, Antisexista, Antipatriarcal e Antiextrativista.
15 de outubro de 2026
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